Maloca do Pacaembu

A mesa é ampla e um a um os pratos vão se sentando para o almoço, uma cadeira após a outra, todas atrás da refeição vegetariana da mestra Govinda.  Ao redor da mesa estão garfos participantes de diversos iniciativas, empresas e projetos trabalhando com comunicação, cultura e tecnologia, são eles: Mapa da Cachaça, Ecolab, Filmes para Bailar, Grão Filmes, Como Faz, Cardume e os Artistas no Telhado, além de Alícia Peres, Debora Sales e Bruno Fernandes, autônomos, ou Indivíduos Não Governamentais (INGs) mesmo.

A Maloca é um casarão de frente pro portão 21 do estádio do Pacaembu. Nas quartas e domingos quando tem jogo, as salas do casarão viram uma extensão da torcida do Corinthians, do Palmeiras, quase dá para encontrar um mancha verde ou gavião tomando um copo dágua ou berrando na cozinha. Os ocupantes um dia tiveram a saudável ideia de assistir ao jogo no telão curtindo o som ambiente da torcida vizinha. Foi horrível, a torcida cantava as jogadas com dezenas de segundos de antecedência enquanto o telão inútil mostrava o passado. Sem futebol por lá, além das torcidas cantando enquanto você está no banheiro. As festas no telhado, porém, não possuem esse problema.

Maloca está ocupada por esse pessoal há quase dois anos e foi reformada recentemente, piso novo, paredes pintadas, dá pra sentir ar fresco por ali. Boa parte do pessoal ocupante vem da Casa da Cultura Digital original, espaço que aconteceu no castelinho da rua Vitorino Carmillo entre 2009 e 2014 e merece um post completo só para ele. Outro dia. Toda forma, o grupo que veio de lá para a Maloca fez isso em conjunto, para manter o espaço de afinidades que haviam encontrado e não abriram mão.

Por exemplo, é comum os grupos contratarem outros membros da casa para dar conta de projetos maiores e demandas específicas. Ali, os diferentes grupos conseguem se aglutinar ou dissolver de acordo com a proposta de cada trabalho, dando flexibilidade e alcance para as diferentes empresas, cada uma com sua contribuição própria.

E, além disso, não vamos esquecer do Ozzy. Um cachorrão dourado, grande e feliz. Ele estará lá quando você passar para visitar (toda terça e quinta a Govinda faz um almoção vegetariano dos deuses, pode crer que vale os R$ 20). Vira e mexe tem festa por lá, ou você também pode visitar a piscina que tentaram encher com água da chuva no meio da seca, he, não deu certo. Não tem água, mas tem cerveja e o Ozzy, feliz. Dê umas palmadas de carinho nas costelas e jogue longe aquele brinquedo babado de correr atrás que todo cachorro deveria ter.

Daqui, enche os olhos ver gentes construindo caminhos coletivos para seu trabalho, possibilidades que não necessariamente incluem patrões e funcionários. Maloca é o nome da casa comunitária de tribos da Amazônia, diversos índios sobre o mesmo teto. Tirando os computadores e as roupas, dá igual.

Maloca
ou Maloca Querida, Pacambas.

Endereço:  Itápolis 591 – Pacaembu – São Paulo.
telefone: (11) 3661 3681

Confira aqui os outros vídeos da Série Espaços Compartilhados/Coworking

 

Ficha Técnica:

Produção e Roteiro: Breno Castro Alves

Direção de fotografia e Edição: Rafael Frazão

Trilha sonora:
Satanique Samba Trio / Imoboi
O Salah Ragab / Oriental Mood
Hermeto Pascoal / Guizos

PATROCÍNIO

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